quarta-feira, 30 de julho de 2014

Primeiro casamento gay triplo é realizado nos Estados Unidos

 DOLL, KITTEN E BRYNN SE UNIRAM EM UMA CERIMÔNIA EM AGOSTO DE 2013 (Foto: Reprodução/ Facebook)
Em entrevista ao site do jornal britânico, Daily Mail, Brynn contou que conheceu Doll em 2009, por meio de um site de namoro online. Elas namoraram por oito meses até que decidiram morar juntas. Dois anos depois, decidiram procurar por uma terceira mulher para se juntar a elas.Criaram um perfil no site OkCupid e começaram a trocar mensagens com Kitten. Foi quase amor a primeira vista.
O chamado ' throuple ' encontrou então um advogado de família especialista em casamentos gays. Ele elaborou documentos de forma que as três norte-americanas estivesses ligadas umas as outras. Enquanto Brynn e Kitten são legalmente casadas, Doll está "prometida" para as duas.
Em entrevista, elas afirmaram que são muito felizes vivendo juntas e que estão ansiosas pela chegada do primeiro filho, previsto para nascer em julho. Kitten, 27 anos, está grávida depois de passar por um tratamento de fertilização in vitro usando um doador de esperma anônimo. "Esperamos ter três filhos. Nós sempre brincamos que o número de crianças não deve ultrapassar o dos pais", disse Brynn, 34 anos.

fonte:http://revistamarieclaire.globo.com/Comportamento/noticia/2014/04/primeiro-casamento-gay-triplo-e-realizado-nos-estados-unidos.html


Menina doa cabelo e cria campanha na internet

 

Uma estudante inglesa de apenas 6 anos se tornou protagonista de uma campanha para ajudar crianças com câncer, que já arrecadou mais de R$ 5 mil. Conhecida pelos amigos como “Rapunzel” por causa das longas madeixas louras que tinha, Charlie Tillotson decidiu fazer um corte no estilo joãozinho e doou seus fios e para que fossem usados na confecção de perucas para os pequenos submetidos à quimioterapia. Após a iniciativa, o pai da menina a colocou como símbolo de uma arrecadação online, que tem convencido muitos internautas a fazer doações. As informações são do USA Today.
De acordo com Steve Tillotson, a filha sempre amou seu cabelo e nunca o tinha cortado. As madeixas da estudante já chegavam a quase um metro de comprimento, quando ela assistiu uma programa de tevê sobre crianças com câncer e optou por ajudá-las. “Algumas semanas depois, ela veio me perguntar se poderia cortar quase todo o cabelo e doá-lo”, lembou o pai. “Eu sempre fui contra ela cortar o cabelo porque ela gostava demais dele, mas não tive como dizer não”.
Após a iniciativa da pequena, Steve conta que foi orientado por amigos a começar uma campanha na internet para arrecadar fundos a serem doados para vítimas do câncer. Ele assim o fez e usou a história da filha como “propaganda”. As fotos da menina de cabelos cortados e um vídeo pedindo doações conquistaram internautas e já arrecadou quase R$ 5 mil - a meta inicial era cerca de R$ 2 mil.
Toda a quantia recebida será doada para uma das maiores organizações de apoio à crianças com câncer no Reino Unido. Com o sucesso, os Tillotson decidiram manter a campanha até o fim do ano.
“Ela ficou um pouco nervosa ao cortar o cabelo, mas estava feliz”, disse Steve sobre a filha, que pensa em fazer, em breve, uma nova doação. Sobre o sucesso da campanha, ele disse: “É inacreditável. Procurei pelo nome dela na internet e vi que a história se espalhou pelo mundo”.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/apos-doar-cabelo-para-ajudar-criancas-com-cancer-menina-rapunzel-arrecada-5-mil-em-campanha-13434008.html#ixzz3905FOLfs

Casal de vampiros que bebe sangue um do outro

Casal de vampirosUm casal de “vampiros” chamou a atenção depois de aparecerem em uma entrevista para a TV. Eles vivem em South Wales, região do País de Gales que faz fronteira com a Inglaterra e o Canal de Bristol.
Pyretta Blaze e Andy Filth possuem um filho, e garantem que são como qualquer outro casal normal. O diferencial entre eles é que bebe, sangue um do outro.
A dupla faz parte de uma comunidade de vampiros no Reino Unido composta por aproximadamente 15 mil pessoas. “Quando você bebe o sangue é como estivesse se conectando a alma do outro”, contou Andy.
Ambos costumavam se reunir com outros praticantes quando solteiros em busca do sangue de outras pessoas. Atualmente eles o fazem em privacidade.
Pyretta Blaze e Andy Filth se consideram vampiros e bebem sangue um do outro.
Pyretta contou que as pessoas são influenciadas pelos filmes de vampiros. “Eu posso olhar para o espelho e me pentear”, contou se referindo ao mito de que vampiros não conseguem olhar para seu próprio reflexo.
O casal costuma fazer cortes no corpo para retirar o sangue, apesar de alegarem que as feridas não são tão profundas a ponto de gerar cicatrizes. “É como uma religião”, concluiu o homem.
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Dilma quer internet no Brasil com padrão Coreia do Sul

Dilma se comprometeu a analisar propostas do setor industrialEd Ferreira/30.07.2014/Estadão Conteúdo
A presidente Dilma Rousseff defendeu, nesta quarta-feira (30), uma velocidade de navegação de 50 megas na internet para os brasileiros, a exemplo do que acontece na Coreia do Sul. Ela admitiu que, para alcançar esse objetivo, o governo teria que entrar com recursos, em parceria com empresários.
— Eu luto por uma internet que tenha condições de chegar ao padrão da Coreia do Sul, com 50 megas de capacidade. Para atingir isso, eu também sei que o Estado vai ter de entrar com uma parte. Nós não pretendemos nem dirigir o negócio nem controlar o negócio, no sentido empresarial da palavra. Pretendemos fiscalizar para onde vão os recursos públicos, mas não se trata de estatizar o serviço.
As declarações foram dadas durante sabatina promovida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em Brasília. Durante o debate, os industriais pediram que a presidente, candidata à reeleição, firmasse um compromisso com a criação de um ambiente de negócios no País.

Jovem que foi cuidada por avó na infância carrega idosa para o trabalho todos os dias para evitar deixá-la na solidão


Huang Li Hua, de 24 anos, do sudoeste de Chongqing, município da China, contou que seus pais, quando ela era uma criança, precisavam ir trabalhar e, como resultado, eles a enviavam para ficar com a avó Wan Zongsiu, de 88 anos, no campo. Hoje, depois de vários anos, é ela que cuida leva a avó para o trabalho.
“Ela nunca me deixou trancada em casa, se ela estava indo ao mercado, visitar amigos ou trabalhar nos campos, ela me levava junto. E eu nunca quis nada mais, havia sempre boa comida para comer e muito amor,” disse Huang.
Pouco tempo depois ela começou a ir para a escola e voltou para a cidade de seus pais, mas nunca esqueceu o seu tempo com a avó.
Jovem que foi cuidada por avó na infância carrega idosa para o trabalho todos os dias
Huang Li Hua cuida de sua avó e a leva para trabalhar todos os dias, mesmo que seja preciso carrega-la, retribuindo carinho que recebeu na infância.
Depois de deixar a escola, ela foi pela primeira vez trabalhar na província do leste da China, em Guangdong, onde ganhou dinheiro suficiente para voltar para casa de seus pais e começar seu próprio negócio, um restaurante de fast food na cidade.
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Ela disse: “Eu tenho tudo que eu quero na minha vida agora. Um namorado que eu amo muito e um negócio que está indo bem. Por isso era natural para mim que eu devesse pensar em minha avó, que me deu tanto amor e cuidou de mim.”
Caring Granddaughter Takes Grandma, 88, To Work Every Day
Huang levou a avó para a cidade e passou a cuidar da idosa, levando-a para trabalhar todos os dias no restaurante.
Caring Granddaughter Takes Grandma, 88, To Work Every Day
Apesar de sua avó nem sempre se sentir bem o suficiente no trajeto, ela ainda faz o percurso diário mesmo que sua neta tenha que carregá-la.
Caring Granddaughter Takes Grandma, 88, To Work Every Day
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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Noivo com câncer realiza sonho e se casa três dias antes de morrer

 Cerimônia foi acompanhada por parentes e médicos em Botucatu (Foto: Arquivo Pessoal/Michele Alves)
Cerimônia foi acompanhada por parentes e médicos em Botucatu (Foto: Arquivo Pessoal/Michele Alves)







Buquê, alianças, noivos, família, amigos e amor. O casamento de Michele Alves de Oliveira e João Marcos da Silva teve todos os ingredientes de uma cerimônia tradicional, não fosse pelo lugar onde aconteceu: dentro de um hospital de Botucatu (SP). A união simbólica foi o último desejo do noivo, que morreu três dias depois, vítima de câncer em múltiplos órgãos. (Veja o vídeo acima)
O noivo descobriu há quatro anos que tinha câncer no abdômen. Após a primeira cirurgia para tentar conter o avanço do tumor, ele pediu Michele em casamento. No entanto, a doença continuou evoluindo e os planos do casal foram adiados até o dia 30 de junho, quando a união aconteceu, com direito a vestido branco, música e muita emoção.

No corredor, a noiva usava um vestido branco curto e foi guiada até o altar improvisado onde o noivo a esperava. Um painel foi fechado no corredor para dar privacidade à cerimônia. João estava internado no hospital havia três semanas quando ficou sabendo pelos médicos que teria só mais alguns dias de vida. Ele resolveu, então, realizar o sonho de se casar com Michele, com quem namorava há cinco anos.
O jovem passou por vários tratamentos e internações desde que descobriu a doença. Na última passagem pelo hospital, em junho, os médicos avisaram que ele precisaria passar por uma nova cirurgia, que João não aceitou. “A equipe médica alertou que ele não teria muito tempo de vida, mas, quando conversamos, ele me disse que só tinha um sonho para realizar antes de morrer, que era se casar comigo", conta Michele.
Ele disse que só tinha um sonho para realizar antes de morrer: se casar comigo"
Michele Oliveira, noiva de João Marcos
A tão esperada união teve ajuda da equipe médica. “Ela saiu triste da sala perguntando se seria possível casar dentro do hospital. Sabíamos que não era fácil, nem comum, mas agimos com o coração”, lembra a técnica em enfermagem Kelly Cristina da Silva, de 23 anos. Na sequência, os funcionários fizeram uma "vaquinha", organizaram a festa que ficou pronta em dois dias, com direito a bolo e salgadinhos, além da presença de um pastor.
Cerimônia
Apesar de não ter tido tempo de planejar o casamento como a maioria das noivas sonha, Michele conta que o resultado no hospital foi marcante. “Foi tudo muito delicado, simples e bonito. Ele dizia que estava muito feliz e que eu estava linda”, lembra emocionada a noiva que cantava e segurava as lágrimas durante a celebração. 
Por conhecer o hospital e acompanhar a rotina os pacientes, Kelly lembra que o cuidado e amor que a jovem tinha com o noivo surpreendeu os profissionais. “Ela não saía de lá por nada, ficava até mais que a mãe", afirma a enfermeira, que diz não estar acostumada a ver provas de amor como esta. “Quando uma das duas pessoas está doente, o relacionamento costuma não durar. Não é nem porque não existe amor, mas muitos namoros e casamentos terminam porque aquele companheiro não quer que o outro veja seu sofrimento", afirma. 
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Michele e João se casaram no hospital em Botucatu (Foto: Arquivo Pessoal/Michele Alves)Michele e João se casaram no hospital em
Botucatu (Foto: Arquivo Pessoal/Michele Alves)
Convidada 'por acaso'
Entre médicos, enfermeiras, parentes e amigos próximos do casal, uma das pessoas que acompanhava a cerimônia estava lá por um acaso. Uma funcionária administrativa do hospital passava pelo quarto do noivo, quando descobriu o que estava acontecendo e se tornou fotógrafa oficial da cerimônia.
“Achei que já tinha visto de tudo dentro de um hospital, e, de repente, vejo essa história bonita de amor acontecer e se realizar. Lindo demais", afirma a funcionária, que prefere não ser identificada.
A "fotógrafa" até postou em uma rede social sobre o quanto estava emocionada em participar daquele momento por acaso. “É impossível descrever a sensação que eu senti e sinto ainda ao pensar em tudo que passei ali naqueles 40 minutos. Deus sabe o quanto eu me segurei para não cair em lágrimas.”
Anos de namoro e dias de casamento
João morreu três dias depois da cerimônia que comoveu o hospital. Para a noiva Michele, o que fica são as lembranças dos bons momentos de anos de namoro e dos poucos dias de casamento. “Nunca o vi reclamando. Ele era divertido, extrovertido, animado, sempre brincalhão e tinha muita fé em Deus. É isso que eu vou guardar do meu noivo.”
Noivos celebraram apenas três dias de união (Foto: Arquivo Pessoal/Michele Alves)Noivos celebraram apenas três dias de união
(Foto: Arquivo Pessoal/Michele Alves)
Durante o tempo em que acompanhou João no tratamento, Michele conta ainda que muitas pessoas diziam que ela mantinha o relacionamento com ele por pena. No entanto, ela faz questão de afirmar que permaneceu com o namorado/noivo por amor e companheirismo.
"Mesmo enfrentando tudo isso, ele conseguia me fazer sentir a mulher mais feliz do mundo", comenta. Apesar do triste fim da história de amor, a noiva faz questão de contar a sua trajetória para inspirar outras pessoas.
“Não podemos desistir nunca. O João falava para ter fé até o último dia e nada de se abater ou desanimar diante de um sonho. Claro que eu queria que ele estivesse aqui e a gente estivesse comemorando a cura dele, mas acho que o casamento foi um conforto em meio à dor”, conclui Michele.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Junho de 2014 foi o mais quente da História no planeta


Imagem: DivulgaçãoSegundo o último relatório da Administração Nacional Oceano e Atmosférica (NOAA, em inglês), a temperatura média de junho de 2014 foi a mais alta desde que começaram os registros, em 1880. Os números recordes foram observados tanto em ambientes terrestres quanto nos mares do mundo.
A última vez que o termômetros marcaram abaixo da média para junho foi em 1976, e a última temperatura global abaixo da média para todos os meses do ano foi fevereiro de 1985. São exatamente 38 meses de junho consecutivos e outros 352 meses em que a temperatura global ficou acima da média do século 20.
A temperatura média em terra e mar superfícies globais combinadas de junho 2014 ficou em 16,22 °C, ou 0,72 °C acima da média do século XX, que é de 15,5 ° C. Este valor ultrapassa em 0,03 ° C o recorde anterior de 2010.
Nove dos dez meses mais quentes do mês de junho no registro ocorreram no século XXI, incluindo cada um dos últimos cinco anos. A margem de erro é de 0,09 ° C, para mais ou para menos.
Esses números sugerem uma escalada progressiva do aquecimento global. Praticamente todas as regiões do mundo experimentou temperaturas mais quentes. Praticamente todas as regiões do planeta experimentaram temperaturas mais quentes, com calor recorde em toda a parte sudeste da Groenlândia, partes do norte da América do Sul, partes da África Central e Oriental, e seções do sul e sudeste da Ásia. Como em maio, espalhados cada seções principais da bacia do oceano também teve calor recorde. Algumas áreas do do hemisfério norte, extremo oriente da Rússia, e pequenas partes da Europa central e do nordeste da América, entretanto, foram mais frio ou muito mais frio do que a média.

Fonte: O Globo

Ex-mulher de sertanejo faz selfie em culto evangélico


Imagem: Reprodução/Instagram Zilú Camargo compartilhou com seus seguidores uma foto em que aparece durante um culto evangélico. “Congregação Cristã Do Brasil. Palavra (Jó 42) uma benção. #deusnocomando”, escreveu ela na legenda da selfie.
Zilu e o cantor sertanejo Zezé di Camargo oficializaram a separação há pouco tempo. Em entrevistas à imprensa, ela afirmou que por cerca de três anos o casal ficou separado de corpos, mas vivendo sob o mesmo teto. Os pais de Zezé são evangélicos.

Fonte: EGO

África tem maior epidemia de ebola já registrada

Equipamento de proteção é tão quente que médicos aguentam ficar com ele por cerca de 40 minuto (Foto: MSF/BBC)
Fazia tanto calor dentro da "roupa de astronauta" usada pela médica brasileira Rachel Soeiro que, depois de 40 minutos, ela mal conseguia respirar. Tanta proteção tinha motivo: a especialista integrava uma operação de emergência montada em Guiné para tratar pacientes da maior epidemia de ebola já registrada.
O vírus, que mata cerca de 90% dos infectados, é transmitido por secreções corporais como sangue, suor e espirros. É, por isso, extremamente contagioso. Segundo a OMS, nos últimos meses mais de mil pessoas foram infectadas e 630 morreram da doença, que se estendeu pela primeira vez para três países (Serra LeoaLibéria e Guiné).
Ainda não foi descoberto nenhum remédio capaz de curar o ebola, mas o corpo do próprio paciente pode se recuperar sozinho. "É como uma gripe. Não temos remédio para matar o vírus da gripe: é o corpo que responde e mata o vírus, e a gente melhora. A diferença é que o vírus do ebola é muito mais agressivo que uma gripe", explica Rachel, que passou um mês na Guiné.
A experiência da médica, de 35 anos, foi excepcional: dos 21 pacientes de ebola em Telimélé, 16 sobreviveram.
A médica Rachel Soeiro, do MSF (Foto: MSF/BBC)A médica Rachel Soeiro,
do MSF (Foto: MSF/BBC)
Por isso, Rachel vivenciou diversas vezes um processo de alta completamente diferente. Ao sair da área de isolamento do hospital, os pacientes tomam um banho de cloro e ganham roupas novas, já que as antigas estão contaminadas.
São recebidos pelos médicos com um abraço, para que percam o estigma de "contagiosos" e voltem a ser aceitos pela comunidade. A doença é cercada de preconceito.
O abraço que deu em uma criança de 4 anos e em sua mãe, conta Rachel, foi a "melhor alta" de sua vida.
"A mãe chorou junto comigo e ele estava até assustado com tantos abraços. Foi a melhor alta da minha vida, de uma criança que eu não achava que ia resistir. Eu chegava em casa sem saber se ia encontrá-lo no dia seguinte, e ele saiu."
Leia abaixo o depoimento:
"Quando você pega ebola, em até dez dias ou você vai morrer ou seu próprio corpo vai se encarregar de matar o vírus.
É como uma gripe. Não temos remédio para matar o vírus da gripe: é o corpo que responde e mata o vírus, e a gente melhora. A diferença é que o vírus do ebola é muito mais agressivo. Ele mata por falência múltipla dos órgãos. O fígado e os rins param de funcionar. O sangue corre devagar no corpo.
Trabalho com (a organização) Médicos Sem Fronteiras (MSF) desde 2011. Em maio me ligaram por causa da epidemia de ebola na Guiné. A epidemia começou no sul, onde as pessoas estão tendo dificuldade para aceitar o ebola. Uma das formas de contágio é por secreção - sangue, lágrima, suor, vômito ou espirro - e, na Guiné, que é um país muçulmano, as pessoas têm o costume de lavar o corpo quando a pessoa morre. Mas é nesse momento que o vírus está mais contagioso.
Uma pessoa pode ir a um funeral, voltar para o vilarejo dela assintomática e aí adoecer. Foi assim que a região para onde fui recebeu o vírus. Num instante, a epidemia se alastra.
Logo o MSF foi para lá e começou a isolar as pessoas. Quando eu cheguei eram 16 casos suspeitos e, no dia seguinte, viraram 16 confirmados.
O diferente de tratar uma epidemia de ebola é que você não pode ficar o dia inteiro ao lado do paciente, só de jaleco. Por causo do contágio, você tem que ser muito protegido. É preciso colocar uma roupa de borracha amarela, luva, máscara, touca, óculos, fica parecendo uma roupa de astronauta.
Roupa protege da contaminação por ebola (Foto: MSF/BBC)Roupa protege da contaminação por ebola (Foto: MSF/BBC)
Faz muito calor, e a gente aguenta ficar, no máximo, 40 minutos ao lado do paciente. Quando não consegue mais respirar porque está transpirando dentro da máscara, saía.
Uma equipe do lado de fora espera com um pulverizador com cloro. Tira os óculos, pulveriza, máscara, pulveriza, macacão amarelo, pulveriza. A gente sai, toma bastante líquido para hidratar e entra de novo.
A gente faz o paciente comer, beber, mas não há tratamento específico para o ebola. É um tratamento sintomático: para febre, dor, vômito. É um trabalho de incentivar o paciente a combater o vírus.
Quanto antes ele chega no hospital, melhor é a resposta do corpo contra o vírus. Felizmente, onde eu estava, tivemos um paciente logo nos primeiros dias que ficou muito mal, mas se recuperou e teve alta. Quando saiu, contratamos ele para ir nas comunidades e explicar o que era a doença.
Todas as altas são assim: a gente faz um exame de sangue para ter certeza que a pessoa não tem mais o vírus, mas a roupa que ela tinha usado ainda fica contaminada. Todo mundo que sai tem que tomar um banho de cloro, porque o vírus morre com o cloro, e a gente compra uma roupa nova para o paciente.
Do lado de fora, sempre tem alguém da nossa equipe para abraçar o paciente. Como a forma de contágio é por contato, durante o período de epidemia nossa mensagem é evitar dar a mão, abraçar aquela pessoa. Quando ela sai, a gente abraça para mostrar que ela não pode mais contaminar outras pessoas, para ela não ficar estigmatizada.
Como a forma de contágio é por contato, durante o período de epidemia nossa mensagem é evitar dar a mão, abraçar aquela pessoa. Quando ela sai, a gente abraça para mostrar que ela não pode mais contaminar outras pessoas, para ela não ficar estigmatizada"
Rachel Soeiro, médica
A gente se revezava para cada um fazer uma alta. A melhor foi a de uma criança de 4 anos. Foi nosso último caso confirmado positivo e a mãe dele já estava internada no hospital com ebola. Ele teve febre, a prima trouxe ele e ele foi isolado como suspeito. Ele estava muito doente, tinha vômito, diarreia, tosse, e o teste veio positivo. Na hora em que levei ele para o lado dos suspeitos e a mãe viu que ele estava muito doente ela não parava de chorar.
Fomos fazendo o que podíamos fazer: colocamos soro, insistia para ele comer, e a mãe do lado dele o tempo todo. Ela foi melhorando e ficou negativa. Explicamos que ela poderia sair e ela falou: "Não, é meu filho. Vou ficar aqui do lado dele e só vou sair quando ele puder sair".
Das 16 pessoas que estavam no hospital, tivemos mais uma morte e os outros tiveram alta. No final ficaram só ela e o filho. Fizemos o teste e deu negativo.
Nesse momento eu falei: quero abraçar eles. Foi muito bonito, porque como era nosso último paciente todo mundo estava lá, vieram os motoristas, toda a equipe.
Foi a maior festa, eu abracei e todo mundo quis abraçar ele depois. Ela chorou junto comigo e ele estava até assustado com tantos abraços. Foi a melhor alta da minha vida, uma criança que não achava que ia resistir. Eu chegava em casa sem saber se ia encontrá-lo no dia seguinte, e ele saiu.
Não tive medo (de contaminação) em nenhum momento. Apesar de ser muito contagioso, nós tomamos todas as precauções. O que acontece é que é muito intenso: como é um vírus muito agressivo, todos os pacientes em algum momento ficam muito doentes. A gente entrava às 7h30 e ficava no hospital até muito tarde, 21h, 22h, tentando fazer o máximo. Você sempre sai pensando "será que vou encontrar todo mundo aqui amanhã?". Essa angústia é o pior.
Tivemos 75% de cura, mas infelizmente esse não é o perfil da epidemia. É um vírus bem letal, e em outras regiões da Guiné ainda há um índice de letalidade muito alto, porque as pessoas chegam tarde.
Nosso sucesso foi porque o pessoal chegou cedo, não esconderam os doentes em casa. E acho que também porque um paciente deu o testemunho dele. Mostrou que a doença, mesmo sendo grave, tem cura."