domingo, 15 de novembro de 2015

Ministério da saúde aconselha mulheres de PE a não engravidar

"Não engravidem agora. Esse é o conselho mais sóbrio que pode ser dado", disse ele
“Não engravidem agora. Esse é o conselho mais sóbrio que pode ser dado”, disse Cláudio Maierovitch
O diretor do departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, aconselhou mulheres de Pernambuco a adiarem os planos de gravidez até que haja maior clareza sobre as causas do aumento de casos de bebês com microcefalia no Estado. “Não engravidem agora. Esse é o conselho mais sóbrio que pode ser dado”, disse ele. A informação foi divulgada no site do ‘Correio Braziliense’, nesta sexta-feira (13).

Até o momento, foram identificados 141 casos da malformação no Estado, a maior parte dos casos concentrada a partir de agosto em 55 cidades. O indicador é 15 vezes superior à média registrada entre 2010 e 2014, de 9 casos por ano. Diante do problema, considerado grave, o Ministério da Saúde decretou nesta quarta-feira estado de emergência sanitária nacional.
Além de Pernambuco, outros Estados começam a relatar aumento expressivo de casos. O superintendente da Maternidade Nossa Senhora de Lurdes, de Aracaju, informou que 49 casos foram identificados no Estado nos meses de setembro e outubro. O problema foi identificado na capital e em outras três cidades: Itabaiana, Estância e Lagarto. No Rio Grande do Norte, de acordo com informações da Secretaria de Saúde ao Instituto de Medicina Tropical, foram 22 casos. A maioria dos casos, também registrada a partir de agosto.
O professor da Universidade Federal de Pernambuco e um dos primeiros profissionais a identificar o avanço dos nascimentos de microcefalia no Estado, Carlos Brito tem a mesma avaliação de Maierovitch e sugere que mulheres adiem em alguns meses os planos de gravidez em Pernambuco, onde a situação é mais grave. “É mais prudente esperar alguns meses. Somente para se ter mais segurança sobre o que de fato está ocorrendo”, disse.

Governo declara emergência em saúde pública por casos de microcefalia

Imagem: Divulgação
A microcefalia é uma anomalia congênita caracterizada pela alteração no tamanho do crânio do recém-nascido – bem abaixo da média. Ela pode ser diagnosticada ainda na gestação e deixa sequelas como problemas cognitivos, de visão e audição

O Ministério da Saúde declarou nesta quarta-feira (11) emergência em saúde pública de importância nacional para dar maior agilidade às investigações sobre o aumento de casos de microcefalia em recém-nascidos em Pernambuco registrados desde agosto desse ano. Durante entrevista, o ministro Marcelo Castro informou que o número de casos no estado não passava de dez por ano, mas nos últimos quatro meses, 141 casos foram confirmados em 44 municípios.
“A microcefalia é uma anomalia congênita que se manifesta antes do nascimento e prejudica o desenvolvimento do cérebro dos bebês”, disse o ministro. Castro explicou que os bebês com o problema nascem com perímetro cefálico menor que o normal, superior a 33 cm. “As sequelas são graves e associadas caso a caso”, explicou. Em 90% dos casos, as microcefalias estão associadas com retardo mental.
O diretor do Departamento de Vigilância Epidemológica do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, disse que o ministério está acompanhando a situação desde o dia 22 de outubro, quando foi notificada pela secretaria de saúde do estado e dos municípios. Ele informou que uma esquipe de resposta rápida às emergências em saúde pública está em campo, fazendo investigações epidemiológicas, como revisão de prontuários e outros registros de atendimento médico da gestante e do recém-nascido, além de exames laboratoriais e de imagem.
Maierovitch afirmou que ainda não é possível determinar a causa do aumento de casos da doença, que pode ser causada por substância químicas, agentes biológicos, como bactérias, vírus e radiação. “Nenhuma hipótese está sendo descartada”, disse o especialista.
A recomendação do Ministério da Saúde é que as gestantes não usem medicamentos não prescritos e que façam um pré-natal qualificado e todos os exames previstos, além de relatarem aos médicos qualquer alteração que perceberem durante a gestação.
“Combinamos com o estado de Pernambuco de fechar semanalmente boletins com o balanço da situação”, disse o diretor. Segundo Maierovitch, o ministério também está apurando ocorrências da doença nos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte com base em relatos de profissionais de saúde dos estados, mas as secretarias estaduais de saúde ainda não têm os números organizados.
A situação já foi comunicada à Organização Mundial de Saúde e à Organização Pan-americana de Saúde, conforme protocolos internacionais de notificação de doença.
Digital em dedo ajudou a identificar terrorista francês; ele tinha 29 anos (Christian Hartmann/Reuters)
 Um dedo cortado revelou a identidade do terrorista francês que detonou na noite sexta-feira (13) seu cinto de explosivos, depois de ter atirado sobre o público durante um show no Bataclan: ele era um delinquente comum do subúrbio de Paris, que acabou sucumbindo ao Islã radical. De acordo com fontes policiais, seu nome era Omar Ismaïl Mostefaï. A série de ataques praticados simultaneamente em vários lugares de Paris na noite de sexta-feira (13) deixou ao menos 129 mortos e 352 feridos, sendo que 99 em estado grave.
O homem de 29 anos (nasceu no dia 21 de novembro de 1985) foi formalmente identificado por "análise de digitais" colhidas em um dedo encontrado na casa de shows parisiense, informou neste sábado (14) o procurador de Paris, François Molins.
Natural de Courcouronnes, município situado ao sul de Paris, ele tinha cometido apenas pequenos delitos até então. Seu histórico consta oito condenações de 2004 a 2010, sem nenhuma ordem de prisão. "Em 2010, ele foi fichado por radicalização, mas nunca foi aberto contra ele um caso de associação de terroristas", ressaltou o procurador.
De acordo com uma fonte próxima da investigação, Omar frequentava uma mesquita em Lucé, perto de Chartres, outra cidade ao sul de Paris. Os investigadores ainda buscam confirmar se o homem-bomba viajou à Síria em 2014. O jornal "Le Monde" informa que Mostefai "possivelmente" foi à Síria durante vários meses durante os invernos de 2013 e 2014.
'Coisa de louco'
Seu pai e seu irmão foram detidos na noite de sábado. O irmão, de 34 anos, se apresentou por conta própria na delegacia de Créteil (perto de Paris), e mostrou-se surpreso quando soube que o caçula estava envolvido nos atentados, mais especificamente na tomada de reféns do Bataclan, que terminou em banho de sangue, com ao menos 89 mortos.
"É coisa de louco, devo estar delirando", reagiu o irmão em entrevista à AFP, com a voz trêmula, antes de ser colocado sob custódia. "Ontem, eu estava em Paris, e vi toda a merda que aconteceu por lá", relatou.
Ele confirmou que seu irmão "teve problemas com a justiça, detenções provisórias, coisas assim".
Por mais que tenha cortado relações com Omar há muitos anos, por conta de "problemas familiares", o irmão mais velho não imaginava que o caçula pudesse se tornar um islamista radical.
"Ele viajou para o país de origem dos nossos pais, a Argélia, com sua família, e sua filha pequena. Já fazia um tempo que eu não tinha notícias", explicou.
Pai de família, que vive numa casa modesta no subúrbio parisiense, o irmão do terrorista revela que tem outros dois irmãos, com os quais também cortou relações, e duas irmãs.
"Liguei para minha mãe, mas parece que ela não sabe de nada", completou.

Rede de apoio
A polícia francesa procura possíveis membros de redes de apoio aos terroristas que morreram após cometerem o pior atentado da história recente da França.  A Bélgica fez ainda três prisões relacionadas aos ataques, segundo informou a procuradoria federal do país. As detenções foram feitas na fronteira. Um dos veículos utilizados nos atentados tinha matrícula da Bélgica e foi alugado por um francês.

Outra pista que está sendo seguida no caso é a de um homem de 51 anos preso na semana passada na região da Bavária, na Alemanha. O país europeu investiga se ele tem ligações com os ataques de Paris, afirma a AP.
Ele foi detido com diversas armas e explosivos em seu carro perto da fronteira com a Áustria no dia 5 de novembro. O GPS do carro dele continha um endereço de Paris.
“Há uma conexão com a França, mas não sabemos se há ligação com esses atentados”, disse Thomas de Maiziere, ministro do interior da Alemanha.
A polícia de Montenegro, país de origem do detido, rejeitou a possibilidade de haver conexão com os ataques e afirmou, em nota, que ele não tem antecedentes criminais e que as informações disponíveis até o momento não mostram ligação do homem com grupos terroristas.
Pessoas saem em choque da casa de shows Bataclan, alvo de ataque terrorista em Paris (Foto: Kenzo Tribouillard/AFP)Pessoas saem em choque da casa de shows Bataclan, alvo de ataque terrorista em Paris (Foto: Kenzo Tribouillard/AFP)

Três equipes de terroristas
François Molins, afirmou no início da tarde deste sábado que os atentados foram realizados aparentemente por três equipes de extremistas, segundo o prourador Molins. "Podemos dizer nesta fase da investigação que provavelmente havia três equipes coordenadas de terroristas por trás deste ato bárbaro ", disse.
No pior dos ataques, o procurador afirmou que homens armados assassinaram a tiros de forma sistemática pelo menos 89 pessoas na apresentação de rock na casa de shows Bataclan, antes de policiais antiterroristas lançarem um ataque ao prédio. Dezenas de sobreviventes foram resgatados.
Cerca de 40 pessoas foram mortas em cinco outros ataques na região de Paris, afirmaram as autoridades, incluindo um aparente duplo atentado suicida a bomba do lado de fora do estádio nacional Stade de France, onde Hollande e o ministro do Exterior alemão assistiam a um jogo amistoso internacional de futebol.

Entre os feridos no Bataclan estão três brasileiros que, segundo a cônsul-geral do Brasil na França, Maria Edileuza Fontenele Reis, passam bem. De acordo com o governo francês, oito terroristas morreram -- sete deles acionando cintos explosivos.
Ação e reação
O grupo radical Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelos atentados. Em declaração oficial, o grupo disse que seus combatentes presos a cintos com explosivos e carregando metralhadoras realizaram os ataques em locais que foram cuidadosamente estudados.
"Oito irmãos com explosivos na cintura e fuzis fizeram vítimas em lugares escolhidos previamente e que foram escolhidos minuciosamente no coração de Paris, no Stade de France, na hora do jogo dos dois países França e Alemanha, que eram assistidos pelo imbecil François Hollande, o Bataclan onde estavam reunidos centenas de idólatras em uma festa de perversidade assim como outros alvos no 10º arrondissement, e isso tudo simultaneamente. Paris tremeu sob seus pés e as ruas se tornaram estreitas para eles. O resultado é de no mínimo 200 mortos e muitos mais feridos. A gloria e mérito pertencem a Alá”, diz o comunicado.
O comunicado do grupo afirma ainda que a França e os que seguem o seu caminho devem saber que eles são os principais alvos do Estado Islâmico e que continuarão a "sentir o odor da morte por ter colocado a cabeça na cruzada, ter ousado insultar nosso profeta, se vangloriar de combater o islamismo na França e atingir os muçulmanos na terra do califa com seus aviões". "Esse ataque é só o começo da tempestade e um alerta para aqueles que quiserem meditar e tirar lições."

O presidente da França, François Hollande, reagiu e disse neste sábado (14) em uma declaração à nação que os atentados da noite de sexta-feira (13) em Paris "são um ato de guerra do Estado Islâmico contra a França". Além disso, Hollande afirmou que os ataques foram organizados "no exterior da França" e que contaram com "cúmplices no interior" do país.
fonte:G1



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  • Entidades muçulmanas do Brasil condenam ataques em Paris


    A entidade afirma que condena também o grupo extremista Estado Islâmico, "que usa o nome de uma religião de paz para praticar o terror e difamar as religiões e seus adeptos". A nota pública da UNI cita com pesar as ações do grupo fanático Boko Haram e as mortes de civis que ocorrem na Líbia, Síria, Iraque, Palestina e Líbano.


    A Federação das Associações Muçulmanas do Brasil também divulgou um comunicado onde diz que “repudia, de forma veemente”, os atos terroristas que aconteceram em Beirute, na quinta-feira, dia 12, e em Paris, no dia 13. “São ações abomináveis que só servem para disseminar o espírito da intolerância e promover dor e insegurança. Requerem, sim, condenação firme de toda a humanidade”, afirma a nota.
    Ataques em Paris
    O procurador de Paris, François Molins, afirmou neste sábado (14) que os atentados foram realizados aparentemente por três equipes de extremistas, segundo o prourador Molins. "Podemos dizer nesta fase da investigação que provavelmente havia três equipes coordenadas de terroristas por trás deste ato bárbaro ", disse.
    No pior dos ataques, o procurador afirmou que homens armados assassinaram a tiros de forma sistemática pelo menos 89 pessoas na apresentação de rock na casa de shows Bataclan, antes de policiais antiterroristas lançarem um ataque ao prédio. Dezenas de sobreviventes foram resgatados.
    Cerca de 40 pessoas foram mortas em cinco outros ataques na região de Paris, afirmaram as autoridades, incluindo um aparente duplo atentado suicida a bomba do lado de fora do estádio nacional Stade de France, onde Hollande e o ministro do Exterior alemão assistiam a um jogo amistoso internacional de futebol.

    Entre os feridos no Bataclan estão três brasileiros que, segundo a cônsul-geral do Brasil na França, Maria Edileuza Fontenele Reis, passam bem. De acordo com o governo francês, oito terroristas morreram -- sete deles acionando cintos explosivos.
    O grupo radical Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelos atentados. Em declaração oficial, o grupo disse que seus combatentes presos a cintos com explosivos e carregando metralhadoras realizaram os ataques em locais que foram cuidadosamente estudados.
    "Oito irmãos com explosivos na cintura e fuzis fizeram vítimas em lugares escolhidos previamente e que foram escolhidos minuciosamente no coração de Paris, no Stade de France, na hora do jogo dos dois países França e Alemanha, que eram assistidos pelo imbecil François Hollande, o Bataclan onde estavam reunidos centenas de idólatras em uma festa de perversidade assim como outros alvos no 10º arrondissement, e isso tudo simultaneamente. Paris tremeu sob seus pés e as ruas se tornaram estreitas para eles. O resultado é de no mínimo 200 mortos e muitos mais feridos. A gloria e mérito pertencem a Alá”, diz o comunicado.
    O comunicado do grupo afirma ainda que a França e os que seguem o seu caminho devem saber que eles são os principais alvos do Estado Islâmico e que continuarão a "sentir o odor da morte por ter colocado a cabeça na cruzada, ter ousado insultar nosso profeta, se vangloriar de combater o islamismo na França e atingir os muçulmanos na terra do califa com seus aviões". "Esse ataque é só o começo da tempestade e um alerta para aqueles que quiserem meditar e tirar lições."
    fonte:G1



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  • Copacabana recebe 20ª Parada LGBT

    20ª Parada do Orgulho LGBT acontece neste domingo (15) (Foto: Aline Macedo)


    Parada do Orgulho LGBT levou milhares de pessoas à orla de Copacabana (Foto: Alexandre Durão/ G1)

    Um esquema especial de trânsito foi montado para Copacabana receber a 20ª Parada do Orgulho LGBT, no domingo (15). As mudanças serão mantidas até o fim do evento. A liberação está prevista para as 22h, segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio.
    As principais interdições são na Avenida Atlântica, entre as ruas Francisco Otaviano e Miguel Lemos, para a concentração dos caminhões que vão participar da parada.
    O trecho entre a Rua Joaquim Nabuco e Avenida Prado Junior, nas pistas próximas aos prédios, a interdição ocorre a partir das 15h de domingo. Os moradores terão permissão de acesso.
    A caminhada vai acontecer pela pista de lazer da Avenida Atlântica, a partir do Posto 5, em direção ao Posto 2 (Praça do Lido). Agentes da Guarda Municipal e controladores da CET-Rio vão trabalhar orientando motoristas a partir das 13h até o final previsto para 20h.
    O estacionamento estará proibido na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no trecho entre a Miguel Lemos e a Avenida Princesa Isabel. A proibição começou a vigorar as 21h de sexta e vai até 22h de domingo. Segundo a CET-Rio, não serão criadas áreas de estacionamento para o evento. A recomendação é não utilizar carros particulares.
     Olimpíadas e vacinação
    O lema desta edição da parada é  “Palavras Ferem, Violência Mata”. O evento pretende reunir milhares de pessoas na orla de Copacabana para cobrar o fim da violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros.

    A concentração da Parada LGBT terá início às 13h no Posto 6 de Copacabana. Porém, desde as 9h o público contará com uma série de serviços oferecidos gratuitamente no local. Trata-se da ‘Ação, Orgulho e Cidadania’, que contará com vacinação contra a Hepatite B, e distribuição de mais de 400 mil camisinhas. Também será possível fazer testes rápidos de HIV.

    Além disso, durante a ação, a Empresa Manpower e o Comitê Olímpico cadastrarão lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais para preencherem as vagas de emprego durante as Olimpíadas Rio 2016. Já o Sindicato dos Comerciários terá plantão jurídico e distribuirá informativos.

    Cinco trios elétricos
    A festa da diversidade contará com cinco trios elétricos desfilando pela Avenida Atlântica. A passeata terá "alas reinvindicatórias", com as "Mães pela Diversidade" na ala de abertura da Parada, falando contra o Estatuto da Família e mostrando que as configurações de famílias são múltiplas. A ala dos transexuais virá reivindicando os seus direitos e sua identidade de gênero.

    Às 14h, o trio de abertura se transformará em um grande palco todo decorado em branco com show de vários artistas da cena gay, apresentados por Lorna Washington e Magaly, dois ícones cariocas. A Marcha das Mulheres Negras participará da Parada contra o racismo e contra a LGBTfobia.

    Grupo terrorista Estado Islâmico choca o mundo com crimes bárbaros

    Estado Islâmico choca o mundo 
com série de crimes bárbaros (Reprodução/ Twitter/ الرقة تذبح بصمت)
     A brutalidade é marca registrada do Estado Islâmico. Um exército de terroristas que controla uma faixa vasta de território no Oriente Médio - e que tem como maior objetivo eliminar quem não pensa como eles.
    Em junho de 2014, o mundo foi surpreendido com a notícia de que um grupo extremista havia ocupado Mosul, a segunda maior cidade do Iraque. Era o até então pouco conhecido Estado Islâmico.

    Estado porque seu líder, Abu Bakr al- Bagdadi, declarou que as áreas que ocupava na Síria e no Iraque formavam agora um califado, um sistema de governo da época de Maomé, mais de 1,3 mil anos atrás.

    Ao fazer uso de uma interpretação muito particular da religião, o Estado Islâmico prega um islamismo distorcido, ultrarradical e totalitário porque quer impor seu modo de pensar a todos os países do mundo. Se diferencia ao usar as redes sociais como nenhum outro grupo terrorista na história. Além de se comunicar em inglês e outras línguas estrangeiras para fazer propaganda e convocar militantes.

    O integrantes do Estado Islâmico chocaram o mundo com uma sequência de crimes bárbaros: decapitaram jornalistas, funcionários de agências de ajuda humanitária, reféns estrangeiros e queimaram vivos prisioneiros. Perseguiram minorias religiosas e étnicas. Na primeira grande matança, assassinaram cinco mil homens da comunidade yasidi. As mulheres da comunidade foram estupradas e vendidas como escravas.

    O Estado Islâmico é bem armado e age como um exército. As armas são compradas com dinheiro de sequestros, venda de petróleo nas áreas ocupadas e roubos a bancos.

    “É bem provável que parte do debate do G-20 comece a se concentrar em como coibir o fluxo de dinheiro pros grupos terroristas de modo a garantir que esses terroristas percam a sua fonte de financiamento e, portanto, não consigam perpetrar ataques dessa magnitude como a gente viu emParis”, diz Guilherme Casarões, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas-SP.

    O conflito se internacionalizou. Dezenas de países formaram uma aliança para combater o Estado Islâmico, principalmente com bombardeios aéreos. Com isso, o Estado Islâmico perdeu 25% do território que chegou a dominar. Os serviços de inteligência americanos estima que o grupo tenha entre 20 mil e 32 mil combatentes. Mas eles dizem que são mais de 200 mil. São militantes extremistas de vários países que entraram no grupo como voluntários ou forçados.

    O Estado Islâmico é difícil de ser combatido. Tanto nas áreas ocupadas no Oriente Médio, como quando pratica atentados terroristas como o da França.

    “As estratégias utilizadas, o ataque que remete muito a táticas de guerrilha, de gente que está muito bem treinada nisto. É gente que passou por situações de combate, que sabe tomar um prédio, que sabe se defender contra a reação da polícia, sabe utilizar armas com precisão e mais ainda, além de fazer tudo isso, estão dispostos a morrer”, afirma Salem Nasser, professor de Direito Internacional da FGV-SP..

    quarta-feira, 11 de novembro de 2015

    Lixo espacial cai na terra nesta sexta-feira

    (Nasa) Imagem da Terra, no dia 20 de julho de 2015© Fornecido por AFP (Nasa) Imagem da Terra, no dia 20 de julho de 2015
    Um lixo espacial proveniente de um foguete lunar vai entrar na atmosfera nesta sexta-feira e irá se desintegrar sobre as águas territoriais do Sri Lanka, de acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), que espera estudar o fenômeno.
    "Este evento apresenta um risco extremamente baixo para as pessoas, mas poderia ajudar os cientistas a entender melhor como objetos - naturais ou antrópicas - reagem com a atmosfera da Terra", explicou a ESA.
    O lixo espacial, batizado WT1190F, deve entrar na atmosfera da Terra e se desintegrar por volta das 4h18 (de Brasília) no Sri Lanka, contou à AFP Jérémie Vaubaillon, astrônomo do Observatório de Paris.
    Iniciando sua entrada a cerca de 100 km da Terra, o objeto, que mede "no máximo alguns metros de diâmetro", vai ficar muito quente ao entrar em contato com moléculas da atmosfera e depois se desintegrar, segundo a ESA.
    Grande parte do WT1190F vai queimar. O resto deve cair no oceano a cerca de 65 km da costa sul do Sri Lanka. "A sua massa não é suficiente para constituir um risco para a área, mas o show pode ser espetacular, porque por alguns segundos o objeto vai se tornar muito brilhante no céu", diz a ESA.
    "Inicialmente, não há perigo para as populações em terra firme já que os destroços residuais cairão na água", declarou Jérémie Vaubaillon.
    Descoberto em 2013, o WT1190F foi inicialmente confundido com um asteroide antes que os astrônomos percebessem recentemente que era lixo espacial.
    Com a proliferação de dispositivos enviados ao espaço, a queda de lixo espacial se tornou muito comum.
    Mas o WT1190F é especial. "Ele chega de muito longe e sua órbita é 'caótica'. Nós acreditamos que trata-se de um terceiro estágio de foguete espacial lunar, mas não sabemos de qual país", afirmou Vaubaillon.
    "Sua órbita é matematicamente impossível de prever", afirmou. Por isso, a "surpresa" dos astrônomos.
    O Observatório de Paris está enviando duas pessoas para o Sri Lanka para fazer imagens de sua entrada na atmosfera.
    Por seu lado, os especialistas da ESA irá acompanhar o evento de um avião, o que irá garantir a sua visibilidade independentemente do clima, de acordo com Vaubaillon.
    Um barco da Marinha do Sri Lanka será despachado para tentar recuperar os destroços, acrescenta.
    A ESA espera que a observação do evento permitirá "melhorar os modelos e ferramentas que predizem retornos na atmosfera" de detritos espaciais ou asteroides.

    Desastre em Mariana foi acidente ou crime?

    (Foto: AFP): Além de mortes e consequência ambiental, caso pode afetar mercado do minério de ferro
    © Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Além de mortes e consequência ambiental, caso pode afetar mercado do minério de ferro
    Questionado a respeito da avaliação do governo sobre o rompimento das barragens ser acidente ou crime ambiental, Braga disse que "agora qualquer informação é prematura com relação ao episódio, a não ser o fato de lamentarmos profundamente o episódio pela magnitude, (pela) forma como aconteceu".
    "Nós estamos analisando tudo com muita transparência e muita responsabilidade, porque nós sabemos que qualquer informação que se dá de forma precipitada pode se tornar uma verdade que não seja verdadeira", ressaltou ainda.
    Segundo Braga, o governo está trabalhando para apurar o que aconteceu: "Portanto, nós temos que ter muito zelo com a informação, mas nós não podemos deixar de perseguir o esclarecimento dos fatos. É isso que o governo está fazendo em todas as suas instâncias".
    Enquanto o governo adota cautela para tratar do assunto, o Ministério Público de Minas Gerais tem feito críticas à mineradora. Um dos promotores que investiga o caso, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, disse ao jornal Estado de Minas que houve "negligência" por parte da Samarco.
    "Não há fatalidade nisso. Não podemos admitir que seja acidente um rompimento de um empreendimento de tamanha magnitude", afirmou.
    Ainda segundo o Estado de Minas, o Ministério Público analisa quatro hipóteses: "o cumprimento das condicionantes de licenciamento da Samarco; a explosão de uma mina da Vale próximo ao local; o possível abalo sísmico; e se as obras de alteamento (elevação) da barragem causaram o rompimento". A expectativa é que o inquérito seja concluído em 30 dias.
    Foram registrados quatro tremores de terra no município de Mariana antes do rompimento das barragens, de acordo com o Centro de Sismologia da USP. As magnitudes, porém, foram muito pequenas - entre 2 e 2,6 - e, segundo o próprio centro da USP, não seriam capazes, em teoria, de romper as estruturas.
    Desde quinta-feira, quando as barragens se romperam, usuários do Facebook e do Twitter vêm usando as hashtags #NãoFoiAcidente e #FoiCrimeAmbiental para cobrar a responsabilização da Samarco e de suas donas – a Vale e a anglo-australiana BHP, duas dais maiores mineradoras do mundo.
    Além do grande impacto humanitário e ambiental em Mariana – onde ao menos quatro pessoas morreram, 22 seguem desaparecidas e mais de 600 estão desalojadas – a avalanche de dejetos também está afetando outros municípios ao longo do Rio Doce, em Minas e Espírito Santo.
    A Samarco não havia respondido o pedido da BBC Brasil para comentar as acusações até a publicação deste texto. A assessoria de imprensa da empresa disse que há muitos pedidos de informação e, por isso, poderia demorar para responder.
    Em comunicado divulgado no Facebook na sexta-feira, a companhia afirmou que "não há confirmação das causas e a completa extensão do ocorrido" e que "investigações e estudos apontarão as reais causas".
    Segundo a Samarco, a última fiscalização das barragens pela Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram) foi realizada em julho deste ano e indicou que elas estavam em "totais condições de segurança".
    "Eu avalio (o rompimento das barragens) como um acidente gravíssimo", disse o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), relator do novo Código de Mineração que tramita na Câmara dos Deputados. "A empresa tem que arcar com todas as indenizações das famílias e recuperar o meio ambiente. Agora, a empresa estava operando dentro da legalidade. Crime ambiental só se comete quando está operando fora da legalidade."

    Impactos da mineração

    A tragédia de Mariana chama atenção para os riscos e impactos da exploração de minério. Há três anos, está em debate no Congresso Nacional o novo Código de Mineração, que deve reciclar as regras do setor.
    O projeto de lei foi enviado em junho de 2013 pelo governo federal em regime de urgência, mas a discussão acabou se arrastando até hoje.
    Grupos que militam pelos direitos da população afetada pela mineração dizem que não estão tendo voz na discussão e afirmam que o texto em tramitação no Congresso não dá garantias de proteção socioambiental.
    "A mineração é uma atividade muito danosa ao meio ambiente e à população. É o setor que mais mata, enlouquece e mutila no mundo. Não tem nada (no texto em discussão no Congresso) falando de legislação ambiental, trabalhista, casos de acidente", afirma Jarbas Vieira, militante do Movimento pela Soberania Popular na Mineração.
    Questionado sobre essas críticas, o ministro de Minas e Energia disse que "o código de Mineração está em discussão no Congresso Nacional há três anos" e que "não há açodamento na sua aprovação, nem cerceamento de debate".
    Já Quintão disse que "foram feitas audiências públicas com todas as partes interessadas, desde o setor produtivo até o setor ambientalista".

    Doações de mineradoras

    Os movimentos críticos ao setor, porém, dizem que as mineradoras têm maior poder de influência sobre os parlamentares devido às doações que fazem para suas campanhas.
    Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase),vários deputados da Comissão Especial que analisa o código receberam doações de mineradoras, entre eles Quintão (PMDM-MG), e o presidente da comissão, Gabriel Guimarães (PT-MG).
    A escolha do relator fere o Código de Ética e Decoro Parlamentar, cujo artigo quinto, inciso oitavo, prevê que "atentam contra o decoro parlamentar", entre outra condutas, "relatar matéria submetida à apreciação da Câmara dos Deputados, de interesse específico de pessoa física ou jurídica que tenha contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral".
    Em entrevista à BBC Brasil, Quintão disse que as doações que recebeu são legais e que o código de mineração não afeta uma empresa específica, mas várias. O deputado disse ainda que foi "inocentado" no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Câmara – onde o então presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB) arquivou uma representação contra ele em 2014.
    Autor da representação, a ONG Instituto Socioambiental entrou também com um mandato de segurança no STF solicitando a retirada de Quintão da relatoria, sob o argumento de que, devido às doações a sua campanha, sua atuação como relator feria o princípio da igualdade política previsto na Constituição Federal.
    Leia também: Carteiro promete 'adotar bandido' após ter celular roubado por menor
    O STF não chegou a julgar o mérito da ação, ou seja, não tomou qualquer decisão contrária ou favorável à Quintão, porque o ministro Luiz Fux decidiu arquivar o mandato de segurança sob a justificativa de que o instituto não tinha prerrogativa para mover a ação, já que a matéria em questão não lhes afetava diretamente.
    O ministro Eduardo Braga defendeu a legitimidade dos deputados: "No processo democrático, esses deputados foram eleitos pelo voto direto como representante da população brasileira no Congresso Nacional. Do ponto de vista constitucional, portanto, eles estão aptos à representatividade da democracia brasileira", ressaltou.

    Royalties

    Como argumento para sustentar que não estaria favorecendo as mineradoras, Quintão afirma que manteve no seu relatório a elevação da cobrança de royalties (um tipo de tributo) sobre a produção mineral proposta pelo governo. No caso do minério de ferro, a alíquota passaria do atual patamar de 2% para 4%.
    Os royalties são vistos como uma importante fonte de compensação para reduzir impactos da atividade e permitir que as cidades afetadas invistam no desenvolvimento de outras atividades econômicas, reduzindo a dependência da mineração.